Antes que existisse qualquer curso de teologia na Índia, houve gente que gastou a vida para que a Bíblia falasse as línguas do país. Esta página é sobre essas vidas — e sobre a convicção que elas deixaram: ninguém compreende Deus tão profundamente quanto na língua em que aprendeu a orar.
William Carey desembarca em Bengala e inicia o que se tornaria a maior obra de tradução bíblica já feita por uma única missão.
Henry Martyn começa a traduzir as Escrituras para o urdu e o persa — trabalho que o consome antes de completar 31 anos.
Em dezembro, um jovem sique pede a Deus que se revele — e passa a pregar Cristo vestindo o hábito tradicional indiano, rejeitando o cristianismo "ocidentalizado".
A Índia reconhece 22 línguas oficiais e registra milhares de línguas maternas no censo. Fazer a Palavra — e o ensino que a explica — falar a língua de cada povo é trabalho que ninguém deu por encerrado.

Sapateiro inglês que se tornou o "pai das missões modernas" — traduziu as Escrituras para mais de 40 línguas indianas.

Reformista social e erudita em sânscrito, traduziu a Bíblia para o marata e fundou um refúgio para viúvas e órfãs.

Traduziu o Novo Testamento para o urdu e o persa antes de morrer aos 31 anos, exausto pelo trabalho.

Missionária irlandesa que dedicou 55 anos ao resgate de crianças em risco no sul da Índia, sem nunca voltar ao seu país.

Conhecido como "Praying Hyde", ficou marcado por uma vida de intercessão intensa pelos pastores e pelo povo indiano.

Convertido do siquismo, pregou Cristo vestindo o hábito de sadhu indiano — uma fé encarnada na própria cultura do país.
Não há comparação possível entre o que essas vidas realizaram e o que este projeto faz. Carey e seus colaboradores traduziram as Escrituras para dezenas de línguas indianas. Pandita Ramabai verteu a Bíblia do hebraico e do grego para o marata, a língua da própria região. Henry Martyn morreu aos 31 anos, exausto, deixando o Novo Testamento em urdu e em persa. Um curso de teologia traduzido não chega aos pés disso — e não é disso que se trata.
O que fica deles é uma convicção, e ela é simples: ninguém compreende Deus tão profundamente quanto na língua em que aprendeu a orar. Foi por ela que gastaram a vida traduzindo as Escrituras — porque a Palavra de Deus precisa chegar inteira, e não pela metade de um idioma emprestado.
É a mesma convicção que sustenta este projeto, num ponto muito menor mas ainda necessário: em boa parte da Índia a Bíblia já foi traduzida, mas o pastor que a ensina todo domingo nunca teve como estudá-la a fundo na própria língua. Preparar esse pastor, na língua do coração dele, é o passo que continua faltando.
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