Pioneiros · 1865–1912
Retrato de John Hyde

John Hyde

Conhecido como "Praying Hyde", ficou marcado por uma vida de intercessão intensa pelos pastores e pelo povo indiano.

Nascido em 1865 numa família de um pastor presbiteriano nos Estados Unidos, John Hyde teve seu chamado para as missões confirmado durante uma noite inteira de oração no seminário de McCormick. Embarcou para a Índia em 1892, para servir na região do Punjab — mas o que definiria sua vida não foi um método de evangelismo, e sim uma disciplina incomum de oração.

Trinta dias e trinta noites

Diante da escassez de resultados visíveis em seu trabalho, Hyde passou a investir cada vez mais tempo em intercessão. Antes da primeira Convenção de Sialkot, em 1904 — criada para renovar espiritualmente missionários e obreiros nacionais —, dedicou trinta dias e trinta noites unicamente à oração. O sucesso extraordinário e duradouro dessas convenções, que se tornaram referência internacional, foi amplamente atribuído a esse período de intercessão. Não à toa, seus biógrafos o apelidaram de "o apóstolo da oração".

"Ó Deus, dá-me almas ou eu morro"

Essa oração, que Hyde repetia com uma urgência incomum, inspirou missionários ao redor do mundo. Em 1908, sentiu que Deus lhe dava a meta de ver uma pessoa por dia se converter a Cristo — número que, até 1910, subiria para quatro por dia. Depois da Convenção de Sialkot daquele ano, um médico o alertou: se não abandonasse a rotina exaustiva de oração, morreria em seis meses. Hyde escolheu continuar orando.

Uma vida entregue até o fim

Com a saúde já debilitada, deixou a Índia em 1911. De volta aos Estados Unidos, uma cirurgia para tratar dores de cabeça severas revelou um câncer, ao qual sucumbiu em 17 de fevereiro de 1912. Hyde nunca fundou uma instituição, nunca traduziu uma Bíblia, nunca escreveu um livro teológico — seu legado é, simplesmente, o lembrete de que a intercessão perseverante é, ela mesma, uma forma poderosa de ministério. Um lembrete especialmente relevante para o trabalho deste projeto, sustentado tanto pela tradução quanto pela oração de quem o acompanha.

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